sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O que fazer?



O que fazer?

O que fazer quando tudo já está do avesso, revelando sem nenhum pudor, todos os sentimentos, até aqueles que fariam corar o mais impuro dos homens? O que fazer quando já é bem mais que tarde, que todos os dados já foram lançados, quando já se apostou o que possuía de maior valor? Quando já movi todas as peças mas isto sempre me ganha em xeque mate Já não sei dizer qual é a hora de recuar. Dei tudo o que poderia dar, desde o primeiro beijo, tão insolente como uma pré ¿ adolescente, até o ultimo suspiro da alma envolto em envelope, assim na sua mão. Tudo em suas mãos. A pele, o corpo, meu caminho, o poema que mais gosto recitado. Tudo entregue sem demora, aliás tudo em mim com urgência de ser amado por você. E poderia ser tão simples, você poderia ser tão perto, tão meu... mas seu silencio insiste em dizer nada. Ainda não sei o que fazer com tudo que tenho de seu latejando por todos os lados Um dia, ainda descobrirei o que falta em mim pra te apaixonar, enquanto isto Eu fico aqui, encolhido na chuva, os pés descalços no sereno das manhãs de outono, esperando que me digao OI!